Lisboa investe 110 mil euros na candidatura da calçada portuguesa a Património da Humanidade

Lisboa investe 110 mil euros na candidatura da calçada portuguesa a Património da Humanidade

A Câmara de Lisboa vai debater na quarta-feira uma proposta no sentido de atribuir um apoio de 110 mil euros à Associação Calçada Portuguesa (Porpav), para aplicar na candidatura da calçada portuguesa a Património Cultural Imaterial da Humanidade.

De acordo com a proposta, será debatida em reunião privada do executivo, e à qual a agência Lusa teve acesso, vai estar em cima da mesa a “transferência da comparticipação financ

eira para o ano de 2018, no valor de 110.000,00 euros (cento e dez mil euros), relativa à comparticipação da Câmara Municipal de Lisboa para o projecto de candidatura da Calçada Portuguesa a Património Cultural Imaterial da Humanidade” (da UNESCO).

O documento, assinado pelos vereadores do Urbanismo (Manuel Salgado) e da Cultura (Catarina Vaz Pinto), lembra que a 15 de Dezembro de 2016, foi “aprovada por unanimidade” em reunião de Câmara a autorização do “início da preparação do processo de candidatura da calçada portuguesa” a esta classificação.

Para os eleitos, esta candidatura “constitui um instrumento muito interessante para assegurar o evidente interesse público local subjacente à protecção, promoção e valorização da calçada portuguesa enquanto património cultural da cidade de Lisboa”.

Assim, a Porpav incluiu no seu plano de actividades dar início a uma série de projectos “ainda no presente ano”, entre os quais um “levantamento exaustivo do património em calçada portuguesa na cidade de Lisboa e à identificação de elementos representativos da calçada portuguesa noutras cidades de Portugal e no mundo”.

No plano de actividades da associação está prevista também a “criação e regulamentação de um programa de criação artística, tendo por base a calçada portuguesa”, bem como a “definição e calendarização de um plano, a curto e médio prazo, de acções de sensibilização e divulgação da calçada portuguesa”.

De acordo com o protocolo que será assinado entre o município e a associação, e que é anexo à proposta, o financiamento será dividido, pelo que a Câmara de Lisboa vai transferir 66 mil euros “após a assinatura do protocolo”, 38.500 euros “no prazo de cinco meses a contar da assinatura” e o restante valor (5.500 euros) mediante a “apresentação do relatório” com “explicitação dos resultados alcançados e respectivos documentos justificativos da despesa, no prazo de 30 dias a contar da conclusão dos projectos”.

O texto elenca que cabe à Porpav a “realização dos estudos necessários com vista ao enquadramento da Calçada Portuguesa enquanto elemento a valorizar em diferentes vertentes: património cultural; património económico; património turístico; património ambiental”.

A Porpav fica também responsável pela ” definição da estrutura adequada ao processo da candidatura da calçada portuguesa a Património Cultural Imaterial da Humanidade, tendo nomeadamente presente os timings [prazos] e as formalidades associados a estes processos”.

O protocolo será válido durante um ano e “cessa com a conclusão dos projectos apoiados”, é referido.

 

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